Lembrança de Adélia Lopes

 

 

#4

Oh! porquê

esta tua

repressão,

 

— quando

fechadas ou

em suspensão,

 

— desenham

uma cruz na

sua constrição.

 

 

 

#5

Oh! mulher

que grande

é a visão,

 

— do orifício

central em

consagração,

 

— como se

fosse um

coração.

 

 

#6

Ai! que cu 

e a tudo

condizer,

 

— sois furor

de grande

prazer,

 

— como um

objecto votivo

a crescer.

 

 

Lisboa, 5.04.2004

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